Comparação de Duplo Retalho com Incisão de Liberação de Periósteo para Avanço de Retalho: Um Experimento Clínico Prospectivo

Objetivos: O objetivo deste estudo foi avaliar a eficiência e a morbidade de duas técnicas de incisões relaxantes periodontais em aumento vertical de crista óssea. Materiais e métodos: Vinte e três defeitos verticais e horizontais (Classe III de Seibert) foram selecionados para comparar a incisão de retalho duplo (IRD) com a incisão relaxante periosteal convencional (IRP). Uma técnica de incisão foi aleatoriamente atribuída a cada paciente para avanço do retalho. A quantidade de aumento de retalho, a incidência de complicações pós-cirúrgicas e o grau de desconforto do paciente foram comparados. O avanço do retalho foi medido com uma sonda UNC-15 para verificação da diferença entre o retalho elevado no início e o retalho avançado no final. Complicações pós-cirúrgicas, incluindo exposição prematura da membrana, infecção, parestesia e desconforto contínuo foram anotadas nas consultas de acompanhamento. Uma escala analógica visual (EVA) foi usada para quantificar dor, edema e sangramento nos pacientes. Resultados: Uma média de 9.64 ± 0.92 mm de avanço de retalho foi obtida com a técnica IRD, enquanto o grupo IRP avançou em média 7.13 ± 1.45 mm (p <.001). A exposição prematura da membrana ocorreu em dois locais no grupo IRD e em um local no grupo IRP. Parestesia, infecção e desconforto contínuo foram observadas individualmente em um sítio no grupo PRI. A diferença entre os grupos na incidência de complicações pós- operatórias (IRP, 5; IRD, 1) não foi significativa (P < .082). As pontuações médias de dor, edema e sangramento para o IRD (1.55 ± 1.21, 1.91 ± 0.94 e 0.40 ± 0.12, respectivamente) foram inferiores às do grupo IRP (3.75 ± 2.63, 3.25 ± 1.29 e 1.16 ± 0.34, respectivamente) (P = .019, P = .010 e P = .061, respectivamente). Conclusões: O avanço do retalho foi facilitado e a morbidade diminuiu no grupo IRD. A técnica pode ter potencial para servir como uma alternativa ao IRP para superar algumas limitações desta última técnica. Int J Oral Maxillofac Implants – edição em português 2016;1:103-110.
Referência original: Int J Oral Maxillofac Implants 2013; 28: 597-604, doi: 10.11607/jomi.2714.