Comparação de Complicações Pré-Protéticas de Implantes e Falhas Entre Pacientes Obesos e Não Obesos


Objetivo: A obesidade como um fator de risco associado com falha do implante ou outras complicações não tem sido estudada. O objetivo deste estudo foi comparar a frequência de falha do implante e complicações entre pacientes obesos e não obesos. Materiais e Métodos: Foram examinados os prontuários de 220 pacientes parcialmente edêntulos com 321 implantes em relação à informação demográfica, histórico médico de saúde, diabetes, tabagismo, altura e peso relatados pelo paciente, condição periodontal (periodontite ausente, leve, moderada, ou severa), número do dente, data da instalação do implante e da prótese e notas de tratamento pertinentes as complicações ou falha. Os indivíduos foram classificados de acordo com seu índice de massa corporal (IMC) como normal (18,5 a 24,5 kg/m²), sobrepeso (25 to 29,9 kg/m²), ou obeso (≥ 30 kg/m²) baseado na altura e peso auto-relatados. Variáveis incluindo gênero, tabagismo, diabetes e condição periodontal foram consideradas como fatores de confusão. Os dados foram analisados para examinar diferenças na frequência de complicações e ocorrência de falhas. Resultados: A falha do implante foi baixa (2,1%) e não diferiu pela categoria de IMC. Comparados com pacientes de IMC normal, os pacientes obesos tinham as chances aumentadas de apresentar uma complicação no implante (RP= 4,9, 95% IC [1,4, 17,6]) após correção para outras variáveis. A diabetes não foi associada com um aumento nos riscos de complicações e os pacientes obesos com diabetes tiveram uma redução nas chances de complicação no implante comparados com pacientes obesos sem diabetes. Conclusão: Nenhuma associação foi observada entre obesidade e falhas no implante. A categoria IMC foi associada com complicações no implante; os pacientes obesos tiveram maiores chances de apresentar complicações pós-cirúrgicas no implante. Tratar os pacientes obesos com o protocolo existente para pacientes diabéticos (regime antibiótico, acompanhamentos mais frequentes e consultas de manutenção) pode melhorar os resultados clínicos.