Coleta de Bloco de Osso Guiada por Computador: Relato Inicial de Caso e Observações Técnicas

Durante a coleta de osso mandibular, há o risco de danificar algumas estruturas anatômicas visto que o cirurgião não tem o controle tridimensional dos planos de osteotomia. O objetivo deste relato inicial de caso é descrever um procedimento de coleta de bloco de osso mandibular utilizando o conceito de cirurgia guiada. Um paciente parcialmente dentado que apresentava dois defeitos ósseos verticais (um na maxila e um na mandíbula) foi selecionado para um enxerto autógeno de osso mandibular. O planejamento do bloco de osso foi feito pelo computador, com os planos de osteotomia predefinidos a fim de prevenir danos às estruturas anatômicas (nervos, raízes dos dentes, etc.) e confeccionar um guia cirúrgico, que definiu as direções de trabalho do instrumento de corte do osso em três dimensões. As dimensões do bloco de osso foram planejadas para que ambos os defeitos fossem reparados. As dimensões planejadas do bloco eram 37,5 mm de comprimento, 10 mm de altura, e 5,7 mm de espessura e foi utilizado para dois enxertos para aumento vertical: um defeito mandibular de dimensões 8 x 21 mm e um defeito maxilar de dimensões 6,5 x 18 mm. A sobreposição das tomografias pré e pós-operatórias revelou uma precisão de 0,25 mm. Esta técnica de coleta guiada de osso torna possível obter a quantidade de osso necessária para se manejar múltiplos defeitos com segurança.