Cicatrização Óssea em Implantes em Carga Imediata ou Não Suportando Coroas Unitárias: Um Estudo Histomorfométrico em Humanos


Objetivo: Avaliar histológica e histomorfometricamente o efeito de uma carga tardia na cicatrização de implantes com superfície moderadamente rugosa. Materiais e Métodos: Dois dispositivos sólidos em forma de parafuso de titânio, com 5 mm de comprimento e 3,5 mm de diâmetro, foram inseridos nos segmentos distais da crista alveolar de 16 pacientes voluntários de forma não submersa. Após 2 meses, um implante foi colocado em carga, enquanto o outro foi deixado sem carga. Após 2 meses, os dois implantes foram coletados dos 10 pacientes usando um instrumento ultrassônico, e cortes foram preparados a partir dos espécimes para biópsia. Análises histomorfométricas foram realizadas. Resultados: Após 4 meses de cicatrização, amostras dos 10 pacientes estavam disponíveis para análise (n = 10). A porcentagem total de contato osso-implante foi de 86,8% ± 6,5% e 84,6% ± 3,7% para implantes com carga e sem carga, respectivamente. O osso novo foi representado por 85,5% ± 6,7% e 83,4% ± 3,9% nos sítios com carga e sem carga, respectivamente. Uma quantidade muito pequena de osso nativo antigo foi encontrada. A densidade do osso mineralizado foi 76,8% ± 8,3% para os sítios com carga e 74,1% ± 10,5% para os sítios sem carga. As porcentagens de densidades ósseas novas e antigas foram 69,0% ± 8,3% e 7,8% ± 3,9% nos sítios com carga e 65,9% ± 10,3% e 8,2% ± 4,5% nos sítios sem carga, respectivamente. Não foram encontradas diferenças estatísticas significativas. Conclusões: A aplicação de carga tardia aos implantes que suportam coroas individuais não produziu diferenças estatísticas significativas, apenas uma tendência de maior osseointegração e densidade óssea foi observada em sítios com carga em comparação com os sítios sem carga.