Cicatrização Óssea ao Redor de Implantes Dentários: Protocolos de Perfuração Simplificados versus Convencionais a uma Velocidade de 400 rpm


Objetivo: Este estudo avaliou se os protocolos de perfuração simplificados proporcionariam resultados histológicos e histomorfométricos comparáveis aos protocolos de perfuração convencionais com baixa velocidade de rotação. Materiais e Métodos: Um total de 48 implantes Ti-6Al-4V jateados com alumina e condicionados com ácido com dois diâmetros (3,75 e 4,2 mm, n = 24 por grupo) foi colocado bilateralmente nas tíbias de 12 cães, sob um protocolo de baixa velocidade (400 rpm). Dentro do mesmo grupo de diâmetro, a metade dos implantes foi inserida após um procedimento de perfuração simplificado (broca piloto + broca de diâmetro final) e a outra metade foi colocada usando o procedimento de perfuração convencional. Após 3 e 5 semanas, os animais foram eutanasiados e as amostras de osso-implante recuperadas foram submetidas a secções histológicas não cicatriciais. Foram realizadas histomorfologia, contato do osso-implante (COI) e análise da fração de ocupação da área óssea (FOAO). Resultados: A histologia mostrou que o novo osso foi formado em torno de implantes, e inflamação ou reabsorção óssea não era evidente para ambos os grupos. Histomorfometricamente, quando todas as variáveis independentes foram condensadas sobre a técnica de perfuração, não foram detectadas diferenças para COI e FOAO; quando a técnica de perfuração foi analisada como função do tempo, os grupos convencionais alcançaram COI e FOAO estatisticamente mais elevadas às 3 semanas, mas valores comparáveis entre as técnicas foram observados às 5 semanas; os implantes de 4,2 mm obtiveram FOAO estatisticamente mais alta em relação aos implantes de 3,75 mm. Conclusão: Com base na metodologia atual, a técnica convencional melhorou a formação óssea às 3 semanas, e implantes mais estreitos foram associados com menor formação óssea.