Características de transferência de carga em vários tipos de sobredentaduras inferiores retidas por três implantes


Têm sido usados diferentes tipos de sistemas de encaixe (p. ex., barras, machos, magnetos, coroas telescópicas) para fixação de sobredentaduras. O presente estudo objetivou investigar as características de transferência de carga e comparar a distribuição de tensões de quatro tipos de sistemas de encaixe para sobredentaduras mandibulares retidas por um implante posicionado centralmente e dois implantes distais inclinados. Materiais e Métodos: Foram fabricados modelos mandibulares fotoelásticos que continham três implantes tipo parafuso (Tapered Screw-Vent, 3.75 × 13 mm), instalados na região parasinfisária. O implante central tinha uma orientação vertical, orientada pela linha média, e os outros implantes situavam-se na região dos caninos com uma angulação de 20 graus em relação ao implante central. Quatro sobredentaduras com diferentes sistemas de encaixe (barra, barra/bola, barra/Rk-1s instalados distalmente e Locators) foram estudados segundo este modelo. Foram aplicadas cargas verticais (100 N) na área da fossa central do primeiro molar direito de cada sobredentadura. Os níveis de tensão desenvolvidos nas áreas de suporte da prótese e em torno dos implantes foram observados do ponto de vista fotoelástico e avaliados visualmente. Resultados: Os tipos de sistemas de encaixe estudados mostraram níveis de tensão baixos e moderados. A maior tensão foi encontrada no sistema barra/bola, enquanto os menores níveis de tensão foram observados com o sistema de encaixe do tipo Locator. Conclusão: Para cada tipo de sistema de encaixe, as tensões estavam concentradas no lado em que a carga foi aplicada. Todos os sistemas de encaixe testados mostraram uma tensão moderada em volta da região edêntula
posterior. Nenhum dos sistemas apresentou mais do que uma tensão moderada. A menor tensão foi observada nos sistemas do tipo Locator, que transmitiram uma tensão pouco perceptível em torno dos implantes. Int J Oral Maxillofac Implants – edição em português 2016;1:383-389. Referência original: Int J Oral Maxillofac Implants 2015;30:1061–1067. doi:10.11607/jomi.4013.