Avaliação de Septos do Seio Maxilar por Meio de Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico: Existe Diferença de Frequência e Tipo entre a Região Posterior de Maxila Dentada e Edêntula?


Analisar e comparar a frequência, o tipo e a localização dos septos do seio maxilar em pacientes apresentando região
posterior da maxila dentada e edêntula através de tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC). Materiais e Métodos: O
estudo foi composto por 100 seios maxilares: 50 de pacientes dentados e 50 de pacientes edêntulos na região de interesse. O
objetivo foi avaliar a frequência, morfologia e localização dos septos sinusais maxilares em cortes axiais, sagitais e coronais de
TCFC. As imagens foram incluídas neste estudo desde que os pacientes estivessem acima dos 30 anos de idade, com no mínimo
um seio maxilar completamente visível no campo de visão (CDV) e cujo espessamento de mucosa da membrana sinusal fosse
no máximo de 4 mm. Foram analisadas diferenças quanto à idade, gênero, localização dos septos e condição dentária (maxila
posterior dentada ou edêntula). Resultados: A média etária dos 100 pacientes (66 mulheres e 34 homens) foi de 58,3 anos. Um
total de 60 septos sinusais foi identificado em exatamente metade dos seios maxilares avaliados. Grande parte das septações
foi encontrada no assoalho do seio maxilar (n = 34/56,7%), das quais a maioria se situou na região de segundos molares (n
= 27/79,4%). A orientação mais comum dos septos foi coronal (63,3%), seguida por septos associada ao canal infraorbitário
(23,3%). Quanto às condições dentárias da maxila em relação à distribuição dos septos sinusais, os mesmos se mostraram
presentes em 26 (52%) regiões posteriores dentadas e em 24 (48%) edêntulas. Portanto, para a possível influência da condição
dentária na região posterior de maxila sobre a frequência de septos dos seios maxilares, não foi identificado impacto significativo
(P = 0,69). Conclusão: Os septos sinusais são estruturas anatômicas comuns, observadas em frequência equivalente tanto em
pacientes dentados quanto edêntulos na região posterior de maxila. Este achado é clinicamente relevante, pois pacientes com
ausências dentárias nesta região usualmente necessitam de levantamento de assoalho de seio maxilar (LASM) para instalação
de implantes. Considerando que os septos sinusais são relatados como um importante fator de complicação cirúrgica do LASM,
um exame imaginológico tridimensional por meio de TCFC, anteriormente à cirurgia, pode ser útil para avaliação diagnóstica e
plano de tratamento. Int J Oral Maxillofac Implants 2017;32:1324–1332. doi: 10.11607/jomi.5854