Aumento Vertical de Rebordo em uma Mandíbula Atrófica: Revisão e Meta-análise Sistemática


Objetivo: Avaliar sistematicamente a efetividade/confiabilidade do aumento vertical de rebordo (AVR) em uma mandíbula atrófica. Os artigos que abordaram qualquer dos quatros itens seguintes, foram inclusos neste estudo: quantidade de AVR, taxas de sobrevivência (TSI) e de sucesso (SSR) do implante na área de osso recém-regenerado, taxa de complicações durante o procedimento de aumento ósseo e reabsorção óssea. Materiais e Métodos: Uma pesquisa de literatura eletrônica foi conduzida por dois revisores independentes em diversos bancos de dados, incluindo MEDLINE, EMBASE, Cochrane Central Register of Controlled Trials e os bancos de dados do Cochrane Oral Health Group Trials Register para artigos que relatam AVR em uma mandíbula atrófica via distração osteogênica (DO), enxerto de bloco inlay (EBI), enxerto de bloco onlay (EBO) e regeneração óssea guiada (ROG). Para a meta-análise, foram estudados dois resultados primários (AVR e TSI [%]) e dois secundários (SSR [%] e reabsorção óssea vertical [ROV] [%}). Além disso, para avaliação qualitativa, as complicações (ou seja, as causas de falha) foram extraídas e descritas de forma abrangente. Resultados: No geral, foram avaliados 73 trabalhos de texto completo. Destes, 52 artigos preencheram os critérios de inclusão. A média de peso (PM) de AVR (± DP) foi de 4,49 ± 0,33 mm (IC 95%: 3,85 a 5,14 mm). Foi mais notável que a DO envolveu maior AVR do que EBI e, portanto, significativamente maior do que ROG e EBO. A técnica influenciou significativamente o AVR médio obtido (P < 0,001). No entanto, nenhuma técnica mostrou superioridade em termos de TSI ou SSR. O AVR e as complicações foram minimizados para a ROG. Conclusão: Se forem necessários 4 mm de AVR, qualquer técnica em condições locais e sistêmicas ótimas deve ser igualmente confiável na mandíbula atrófica. No entanto, quando é necessário um AVR maior, DO e EBI demonstraram precisão. Por meio de complicações e taxas de ROV, a ROG mostrou ser menor. Para TSI e SSR, não existiam diferenças estatísticas entre todas as técnicas. Estudos controlados são necessários para examinar o destino do osso peri-implantar a longo prazo e a frequência de complicações biológicas em cada técnica aplicada para o aumento vertical da mandíbula atrófica.