Antibióticos e Terapia com Implantes


Nos primórdios da implantodontia dental, as diretrizes clínicas eram baseadas em evidências empíricas. Assim tal, o “protocolo Brånemark” advogava o uso sistemático de cobertura antibiótica antes e depois da cirurgia de implante. Esse tópico ainda é controverso e não há um consenso a respeito. Um estudo recente por Deeb e colaboradores (2015), baseado em uma pesquisa eletrônica enviada a cirurgiões orais e maxilofaciais, mostrou que a maioria dos cirurgiões prescrevia antibióticos antes da cirurgia (52%) e após a cirurgia (71%) para a colocação de implantes dentais de rotina. O tipo de antibiótico e o regime prescrito variaram bastante. No entanto, a amoxicilina foi o antibiótico mais usado. Antes da cirurgia, o regime mais frequente incluía 2 g de amoxicilina uma hora antes da intervenção. O regime pós-operatório mais comum foi amoxicilina 500 mg três vezes ao dia por cinco dias. Curiosamente, o uso pós-operatório de antibióticos para cirurgia de implantes parece mal fundamentado (Esposito et al. [2013]). Além do mais, Arduino et al. (2015), em um ensaio controlado randomizado realizado em dois centros, registraram mais eventos adversos em grupos recebendo amoxicilina pós-operatória quando comparados com o grupo que recebia uma única dose de amoxicilina no pré-operatório.