Análise Retrospectiva de 129 Implantes Zigomáticos Consecutivos Usados para Reabilitar Maxilas Severamente Reabsorvidas em um Protocolo de Dois Estágios


Objetivo: Relatar o desfecho clínico de 129 implantes zigomáticos colocados em 37 pacientes com maxilas parcialmente ou completamente edêntulas severamente reabsorvidas. Materiais e métodos: Os pacientes que receberam implantes zigomáticos entre 2007 e 2014 foram incluídos nesta análise retrospectiva. Todos os pacientes foram tratados usando o mesmo protocolo cirúrgico, a técnica de slot do seio. Os seguintes dados foram registrados: sexo, idade, raça, história médica, etiologia, vícios, grau de atrofia óssea, tipo e tamanho dos implantes zigomáticos, número de implantes colocados, tipo de prótese, taxa de sobrevivência e sucesso de implantes e complicações. O acompanhamento incluiu exames clínicos e de tomografia padronizados. Resultados: Trinta e sete pacientes consecutivos (25 mulheres, 12 homens, idade média de 55,64 anos [intervalo de 40 a 77 anos]) foram tratados. Todos precisavam de reabilitação oral e tinham atrofia maxilar que justificava a colocação de implante zigomático. Foram colocados cento e vinte e nove implantes zigomáticos nestes 37 pacientes. Dois dos implantes falharam, resultando em uma taxa de sobrevivência acumulada de 98,44%. A sinusite maxilar foi a complicação mais comum encontrada (21,62%); no entanto, nenhuma das falhas do implante foi relacionada à sinusite ou ao tabagismo. Conclusão: O implante zigomático é uma opção confiável para o tratamento da maxila severamente reabsorvida.