Análise de Estrutura Óssea Mandibular Utilizando Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico vs Estabilidade Primária de Implantes: Um Estudo Ex Vivo

Avaliar a relação entre os parâmetros da estrutura óssea mandibular antes da instalação dos
implantes, através de medidas em imagens de tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) e
estabilidade primária do implante. Materiais e Métodos: Vinte e uma hemimandíbulas foram escaneadas no
3D Accuitomo 170 TCFC. Em seguida, um implante foi instalado em cada hemimandíbula; após cada instalação
obteve-se o torque e o quociente de estabilidade dos implantes (ISQ – Implant Stability Quotient). As seguintes
medidas foram realizadas nas imagens TCFC pré-implante: superfície óssea, volume ósseo, dimensão fractal,
conectividade, espessura e espaçamento trabecular e análise esquelética. As medições foram realizadas
utilizando várias regiões de interesse na proximidade do sítio do implante. Além disso, a espessura cortical
foi mensurada. Foi calculada a correlação entre parâmetros da estrutura óssea, torque de inserção e valores
de ISQ. Resultados: A correlação em geral foi abaixo da média, (|R| = 0,002—0,723). Para o osso ao redor
do sítio do implante, a maior correlação com ISQ foi encontrada para a análise do esqueleto e a espessura
trabecular. A maior correlação geral entre estrutura óssea e ISQ foi encontrada na região coronal. Para o
torque de inserção, não foi encontrada correlação significativa para o osso em torno de todo o implante; a
maior correlação geral foi encontrada na região apical. O maior número de correlações significativas entre a
estrutura óssea e a estabilidade primária do implante foi encontrado para espessura trabecular e dimensão
fractal. Conclusão: Embora cada um dos parâmetros da estrutura óssea investigados possa ter um valor
preditivo em termos de estabilidade primária do implante, eles devem ser medidos em regiões específicas ao
redor do sítio planejado para o implante e podem fornecer informações complementares sobre a qualidade
do osso local. Int J Oral Maxillofac Implants 2017;32:1257–1265. doi: 10.11607/jomi.6210
Referência original: Int J Oral Maxillofac Implants 2017;32:1257–1265. doi: 10.11607/jomi.6210