Alterações de Temperatura Intraósseas Durante o Preparo do Sítio do Implante: Comparação In Vitro de Termopares e Termografia Infravermelha


Objetivo: As próteses dentárias implantossuportadas são baseadas no princípio da osseointegração e
o sucesso da implantação dentária depende da formação adequada desse contato íntimo entre os
ossos e implantes. A aplicação de calor durante o procedimento de perfuração leva a um aumento da
temperatura intraóssea no sítio do implante prospectivo, o que pode resultar em várias complicações. O
objetivo do presente estudo foi comparar a capacidade de termopares e termografia infravermelha para
detectar mudanças na temperatura intraóssea durante o preparo do sítio do implante dentário. Materiais e
Métodos: Foram utilizados blocos normalizados de ossos de costelas bovinas para simular o osso cortical
da mandíbula humana. Foram utilizadas brocas de forma de implante de aço com um diâmetro de 3,0
mm. Foram utilizados dois tipos de sistemas de irrigação (resfriamento externo e refrigeração interna e
externa combinada). A perfuração foi realizada a uma velocidade constante (1.200 rpm). As alterações na
temperatura intraóssea foram avaliadas utilizando termopares Tipo T Cu-CuNi e um sistema de câmara de
termografia por infravermelho a pressões de contato de 5 e 20 N. Resultados: A termografia infravermelha
detectou aumentos significativamente maiores na temperatura intraóssea (ΔT) do que nos termopares para
todas as combinações testadas de sistema de refrigeração e pressão de contato (P ≤ 0,0001). Conclusão:
Esses resultados sugerem que a termografia reflete mais precisamente as mudanças de temperatura
intraóssea durante o preparo do sítio do implante em vez dos termopares.