A Sobrevida dos Implantes de Conexão Cone Morse com Plataforma Reduzida


Objetivo: Este estudo clínico prospectivo buscou avaliar a sobrevida por até 5 anos de implantes com conexão do tipo cone Morse com plataforma reduzida, considerando a influência de variáveis biologicamente relevantes, anatômicas e relacionadas à tensão. As normas de orientação STROBE foram observadas. Materiais e Métodos: Setecentos e quarenta e oito implantes foram inseridos em 350 pacientes. As consultas de proservação foram programadas no momento da cirurgia de fase 2 (2 meses depois) e aos 6, 12, 24, 36 e 60 meses. Todos os implantes foram inicialmente carregados, com uma restauração acrílica provisória cimentada. Restaurações definitivas metalocerâmicas foram cimentadas na proservação de 6 meses. As taxas de sobrevida acumulada dos implantes (TSA) foram calculadas usando o método da tabela atuarial. Os dados de sobrevida também foram analisados pelo teste log-rank e regressão de Cox. A análise estatística foi realizada em nível de paciente. O valor de p ≤ 0,05 foi considerado como indicador de significância estatística. Resultados: Durante o acompanhamento (média: 40 meses, DP: 20,27), 28 pacientes foram considerados como insucessos (8%). A TSA e seu erro padrão (EP) foram de 92% ± 2,17%. Os pacientes com coroas unitárias implantossuportadas obtiveram uma TSA de 90%, enquanto aqueles com próteses dentárias fixas implantossuportadas tiveram uma TSA de 93%. O diâmetro do implante (p=0,0399) e o comprimento do implante (p=0,0441) foram estatisticamente significativos. A probabilidade de falha foi quase 75% menor para pacientes com implantes largos em vez do tamanho padrão, 91% menor para pacientes com implantes longos e 69% menor para pacientes com implantes tamanho padrão em comparação àqueles com implantes curtos. Conclusão: O uso de implantes de conexão cone Morse com plataforma reduzida é um método de tratamento seguro e confiável. As variáveis relacionadas à tensão influenciaram o risco de insucesso, confirmando a importância dos fatores biomecânicos na longevidade dos implantes osseointegrados. Assim, o clínico pode obter melhores resultados se prestar atenção a esses fatores.