A Influência da Proporção Coroa-Implante Sobre a Perda Óssea Marginal em Implantes Curtos


Objetivo: São necessários mais estudos avaliando a perda óssea marginal (POM) em reabilitações nas regiões posteriores de maxilas e mandíbulas extremamente reabsorvidas suportadas por implantes curtos com uma alta relação coroa/implante (R-C/I). O objetivo deste estudo foi avaliar a influência da R-C/I em implantes com POM, considerando implantes com 4 mm de diâmetro e 7 mm de comprimento. Materiais e Métodos: Este estudo de coorte retrospectivo incluiu 59 pacientes (idade média de 52,8 anos) reabilitados com pelo menos um implante de 4 mm de largura e 7 mm de comprimento, com uma superfície anodicamente oxidada e conexão externa na posição de pré-molares ou molares, suportando uma prótese fixa e em função por um período de 36 meses. Radiografias periapicais aos 36 meses foram usadas para calcular a R-C/I e a POM. O coeficiente de Spearman foi aplicado para testar a correlação entre R-C/I e POM. O nível de significância foi determinado a 5%. Resultados: Cento e dezoito implantes de 59 pacientes foram avaliados. A média ± DP da POM foi de 0,67 ± 0,63mm. A média ± DP da R-C/I foi de 2,53 ± 0,79mm. Trinta implantes apresentaram R-C/I ≤ 2, enquanto 88 implantes tiveram R-C/I > 2. Uma fraca correlação inversa não significativa (r = –0,081; P = 0,383, Spearman) foi registrada entre R-C/I e POM. Conclusão: Dentro das limitações deste estudo, é possível concluir que próteses fixas implantossuportadas com R-C/I > 2 não se correlacionam positivamente com a POM.