Qual é o Impacto do Vírus Epstein-Barr na Infecção Peri-implantar?

Comparar o perfil qualitativo e quantitativo do vírus Epstein-Barr (EBV) em superfícies externas e
internas de implantes entre participantes com peri-implantite e tecidos peri-implantares saudáveis e avaliar
quantitativamente a relação entre o EBV e periopatógenos dentro do perfil microbiológico associado à periimplantite.
Materiais e Métodos: Os espécimes microbiológicos foram coletados de 84 pacientes portadores
de 190 implantes para estimar os níveis de EBV e 10 periopatógenos na bolsa peri-implantar e na conexão
interna-implante usando reação em cadeia da polimerase quantitativa. Resultados: A amostra do estudo
consistiu em 113 implantes saudáveis e 77 implantes acometidos por peri-implantite. Não foi observada
diferença estatística na prevalência de EBV entre peri-implantite e controles saudáveis. Os participantes
positivos para EBV demonstraram níveis mais elevados de Prevotella intermedia (Pi) e Campylobacter rectus (Cr)
em comparação com os participantes EBV negativos. Uma correlação positiva foi demonstrada entre os níveis
de EBV e Tannerella forsythia (Tf), Parvimonas micra (Pm), Fusobacterium nucleatum (Fn) e Cr em implantes
afetados por peri-implantite, enquanto controles saudáveis demonstraram uma correlação positiva entre EBV
e Aggregatibacter actinomycetemcomitans (Aa), Pi e Pm. Conclusão: O EBV não pode ser considerado como
um marcador microbiológico de peri-implantite. No entanto, ele pode ser considerado como um fator de risco e
um estimulador de peri-implantite com base em suas correlações positivas com patógenos associados à periimplantite.