Zircônia na Odontologia. Parte 1: Descobrindo a natureza de uma futura biocerâmica


Materiais cerâmicos modernos como a zircônia têm grande potencial para substituir materiais tradicionais em várias aplicações biomédicas. Desde o final da década de 1990, a forma parcialmente estabilizada da zircônia foi considerada adequada para uso odontológico devido à sua excelente resistência mecânica e à fratura como resultado de um inerente mecanismo de aumento da tenacidade por transformação de fases. Além disso, a biocerâmica zircônia apresenta elevada biocompatibilidade, baixa radioatividade e propriedades ópticas interessantes. A introdução das técnicas de CAD/CAM tem aumentado a aceitação da zircônia na Odontologia. Entretanto, algumas etapas de fabricação como usinagem, polimento, jateamento, tratamento térmico e recobrimento estético de microestruturas de zircônia metaestável de grânulos finos podem afetar a estabilidade a longo prazo e o sucesso do material influenciando sua sensibilidade ao envelhecimento.

O objetivo desta revisão é abordar a evolução da zircônia como um biomaterial; explorar suas propriedades físicas, químicas, biológicas e ópticas; descrever os processos de endurecimento; e, finalmente, examinar sua degradação, processamento e os efeitos interfaciais infraestrutura/cerâmica de cobertura.