Restaurações adesivas na região posterior com margens cervicais subgengivais: nova classificação e abordagem de tratamento diferenciada


O objetivo desse artigo é analisar alguns dos problemas relacionados às restaurações adesivas de dentes com margens cervicais profundas e/ou subgengivais na região posterior. Três problemas diferentes geralmente ocorrem durante a restauração: perda de substância dental, detecção de margens subgengivais e selamento dentinário das margens cervicais. Essas condições, juntamente com a presença de cavidades médias a profundas, com envolvimento de cúspides e falta de esmalte cervical, são indicações para restaurações adesivas indiretas. As margens subgengivais estão associadas com problemas técnicos e biológicos, como dificuldade de isolamento do campo operatório com isolamento absoluto, procedimentos adesivos, moldagem e cimentação final da restauração.

Uma nova classificação é sugerida baseada em dois parâmetros clínicos: 1) um parâmetro técnico-operatório (possibilidade de isolamento correto com dique de borracha) e 2) um parâmetro biológico (dependente da distância biológica). Três diferentes situações clínicas e três diferentes abordagens terapêuticas são identificadas (1ª, 2ª e 3ª, respectivamente): reposicionamento coronal da margem, exposição cirúrgica da margem e aumento de coroa clínica. A última está associada com três outras sequências operatórias: moldagem imediata, precoce ou tardia.

As diferentes opções terapêuticas são descritas e ilustradas através de vários casos clínicos. A abordagem cirúrgico-restauradora na qual a cirurgia está estritamente associada à reconstrução, ao preparo da onlay e à moldagem, é particularmente interessante. A restauração é cimentada depois de uma semana. Essa abordagem torna possível acelerar o tratamento por meio da eliminação das fases intermediárias, associadas com a colocação de restaurações provisórias e com a cicatrização rápida e eficiente do tecido mole marginal.