Resistência à fadiga acelerada de restaurações de implantes histoanatômicos de desenho inovador feitas de conjuntos bilaminares CAD/CAM


Objetivos: Avaliar a resistência à fadiga e o modo de falha de restaurações de implantes com formato inovador de conjuntos histoanatômicos com fabricação de conjuntos bilaminares adesivos confeccionados por computador (CAD/CAM). Material e Métodos: Foram fabricadas 60 restaurações de implantes aparafusados. As restaurações monolíticas foram utilizadas como grupo de controle (15 dissilicato de lítio: grupo CE e 15 resina composta nanoparticulada: grupo CL) e comparadas com restaurações bilaminares (15 mesoestruturas de dissilicato de lítio em forma de dentina com uma faceta de resina composta nanoparticulada: grupo CEL e 15 mesoestruturas de resina composta nanoparticulada em forma de dentina com uma faceta de dissilicato de lítio: grupo CLE). Todas as restaurações monolíticas e bilaminares foram montadas e ligadas a um pilar de implante de metal personalizado. Foi simulada a manipulação isométrica cíclica (5 Hz) em um ângulo de 30 graus, começando com 5.000 ciclos a uma carga de 150 N, seguido de 20.000 ciclos com incrementos de 50 N. As amostras foram testadas até a fratura ou até um máximo de 160.000 ciclos. Os grupos foram comparados utilizando a análise de sobrevivência da tabela de vida (teste de Log-rank em P=0,05; testes post hoc em P=0,008). Resultados: No grupo CL, as restaurações falharam com uma carga média de 347,39 N (98,361 ciclos), e no grupo CLE com uma carga média de 313,20 N (83,105 ciclos), e nenhum dos espécimes com todos os 160 000 ciclos de carga. No grupo CE, as restaurações falharam com uma carga média de 381,47 N (119.115 ciclos), e no grupo CEL a uma carga média de 415,20 N (132,873 ciclos), com taxas de sobrevivência de 26% e 33%, respectivamente. Os testes post hoc dos dados da etapa de carga mostraram maior resistência à fadiga de CEL em comparação com CLE (P=0,003). Conclusão: As restaurações e mesoestruturas monolíticas de dissilicato de lítio com faceta de resina composta nanoparticulada apresentaram maiores taxas de sobrevivência quando comparadas com restaurações de resina composta nanoparticulada.