Interfaces Biológicas em Odontologia Estética. Parte II: Interface Peri- -implantar/Restauradora


A interface restaurativa peri-implantar é um assunto altamente relevante para a pesquisa científica, pois pode ser a chave para a longevidade das restaurações de implantes e a sustentabilidade da estética do implante.

Foram identificados e relatados diferentes fatores que interagem com os tecidos peri-implantares, respectivamente, influenciando a localização vertical do osso da crista e a dimensão e localização dos tecidos moles peri-implantares. Estes são o morfotipo individual,1 a qualidade do tecido peri-implantar,2 o ambiente restaurador3 e a propriedade do pilar,4 incluindo a natureza da conexão do pilar.5

A qualidade do tecido mole peri-implantar parece influenciar o sucesso do implante a longo prazo, especialmente quando se trata de estética do mesmo. Todos os sistemas de implantes de duas peças compartilham o problema de vazamento e contaminação dos tecidos peri-implantares. Não há evidências de que os pilares individuais feitos de liga de ouro tenham um risco de perda óssea da crista e recessão de tecidos moles. Os materiais de pilar cerâmico são superiores aos pilares metálicos em termos de estética, e a tecnologia CAD/CAM tem um grande potencial para o projeto individual de pilares cerâmicos completos para a zona estética. O desempenho clínico do dióxido de zircônia como material de pilar é comparável ao titânio padrão-ouro e ainda melhor em termos de biologia e integração tecidual, mas as propriedades da superfície, como a rugosidade da superfície, devem ser levadas em conta. A plataforma reduzida mostra resultados encorajadores, mas é um fenômeno multifatorial, com alguns mecanismos ainda inexplicáveis.

A intenção deste artigo é fornecer um levantamento das descobertas atuais na literatura relacionada abordando esses fatores. Além disso, a interpretação clínica desses achados, uma vez que afeta os protocolos clínicos – especialmente na zona estética – será discutida.