Rugosidade superficial na superfície de resinas compostas e nas junções entre resinas compostas e esmalte e de resinas compostas e dentina após diferentes procedimentos de acabamento e polimento. Parte I: rugosidade após tratamentos com brocas de carboneto de tungstênio versus pontas diamantadas


O objetivo deste estudo é investigar diferentes instrumentos para o acabamento de restaurações com resina composta, bem como examinar diferentes superfícies e interfaces da mesma restauração. A hipótese nula é representada pelo fato de que não há diferenças significativas na rugosidade das restaurações de resina composta que receberam acabamento com brocas de carboneto de tungstênio e pontas diamantadas. Além disso, a hipótese nula é que não há diferenças significativas na rugosidade entre o acabamento nas superfícies de resina composta (C), resina composta-esmalte (CE) e resina composta-dentina (CD). O estudo foi realizado em 28 dentes e cavidades de classe V foram preparadas nos dentes extraídos. As restaurações foram feitas em resina composta de nanopartículas Filtek XTE (3M Espe) em um método padronizado, com acabamento posterior. Uma comparação foi feita na fase 1 entre as brocas de carboneto de tungstênio (16 lâminas) e as pontas diamantadas (46 μm), com um formato similar, pelo mesmo fabricante (Komet). Cada superfície recebeu 5 aplicações. Consequentemente, realizou-se uma análise com um perfilômetro. A fase 2 envolveu o confronto posterior de acabamentos ocultos com brocas de carboneto de tungstênio ultrafinas (30 lâminas) e com brocas diamantadas extras e ultrafinas (25 e 8 μm) (o mesmo formato, como mencionado anteriormente). Uma segunda análise foi então realizada com um perfilômetro. Todas as medições foram feitas em superfícies C, interfaces CE e CD. As análises estatísticas foram realizadas com o teste c2 (a = 0,05). Conclusões: Os procedimentos de acabamento com grãos finos ou brocas multilaminadas proporcionaram uma melhor lisura com brocas de tungstênio comparadas com as pontas diamantadas. Em relação ao grão ultrafino, não foram observadas diferenças significativas entre o carboneto de tungstênio e as pontas diamantadas nas interfaces CE e CD, sendo que a ponta diamantada deixou menos rugosidade superficial nas superfícies C. Com relação à rugosidade superficial das diferentes áreas de restauração, pode-se concluir que: a rugosidade mínima foi detectada nas superfícies C, enquanto que a interface CD apresentou a rugosidade mais superficial, independentemente das brocas diamantadas ou de tungstênio. Este estudo mostra algumas diferenças estatísticas que não poderiam ser clinicamente perceptíveis. A relevância clínica poderia ser retomada da seguinte forma: as brocas finas de carboneto de tungstênio forneceram menos rugosidade em comparação com uma ponta diamantada fina. Não houve diferenças entre o carboneto de tungstênio ultrafino e as brocas diamantadas. A interface menos favorável a ser concluída é a CD em comparação com a interface CE e as superfícies C.