Efetividade de técnicas de ilusão de ótica aplicadas a uma faceta isolada de resina composta para o fechamento de diastema em incisivos centrais superiores


Objetivo: Avaliar a efetividade estética de quatro técnicas de ilusão de ótica aplicadas em uma faceta de resina composta para o fechamento de diastema entre os incisivos centrais superiores. Materiais e Métodos: Um modelo de acrílico com seis dentes superiores anteriores naturais foi confeccionado com um diastema de 2 mm entre os incisivos centrais. Foram confeccionadas facetas de resina no incisivo central esquerdo, originando os seguintes casos: V0: ausência de faceta; V1: faceta sem recursos de ilusão de ótica; V2: faceta com cristas marginais centralizadas; V3: faceta com ângulos incisais curvos e V4: faceta com pigmento acinzentado nos lóbulos de desenvolvimento. Fotos digitais dos modelos (13,2 x 17,8 cm e 6,1 x 8 cm), com linhas de sorriso baixas, médias, altas e ausentes (processadas através do Adobe Photoshop CS6) foram impressas e apresentadas a três grupos de pessoas (membros da faculdade, alunos veteranos da graduação e pacientes n = 25/grupo) para que avaliassem o tamanho global e a largura dos dois incisivos centrais. Os resultados foram analisados com os testes de Pearson e de qui-quadrado para qualidade de ajuste. Resultados: Não houve influência significativa na estimativa de que ambos os incisivos centrais possuem dimensões semelhantes, de acordo com a técnica aplicada (P = 0,869) e o grupo de avaliadores (P = 0,209). A probabilidade estimada da avaliação do incisivo tratado como mais largo foi indicativamente menor em V2 quando comparado ao V1 (razão de probabilidades ajustada = 0,59; P = 0,088). A altura do sorriso afetou a avaliação das facetas apenas nas fotos com maior tamanho. Conclusões: A melhor decisão em relação à estética de uma faceta laminada realizada em um único incisivo central para o fechamento de diastema é a não interferência. A segunda melhor opção é a confecção de facetas com cristas marginais centralizadas.