Identificação da fase monoclínica em estruturas de PPF CAD/CAM de zircônia


Objetivo: O objetivo deste estudo foi identificar a presença da fase de zircônia monoclínica (m-ZrO2) em 5 sistemas de zircônia auxiliados por computador/sistemas de fabricação assistida por computador compostos de policristalinas de zircônia tetragonal estabilizadas com ítrio (Y-TZP). Materiais e Métodos: Foram preparadas próteses parciais fixas de três elementos a partir de Cercon (CR); Lava (LW); Ponte Zenotec Zr (WD); In-Ceram YZ (YZ); e IPS e-max ZirCAD (ZC), todos fresados em estágio pré-sinterizado e depois totalmente sinterizados de acordo com as instruções do fabricante. A espectroscopia de Raman foi utilizada para identificar e mapear a distribuição da fase m-ZrO2 na margem cervical da coroa, nas regiões de pôntico e conector. Foram obtidos três conjuntos de dados de cada material (n = 2) e o percentual de volume (% Vm) da fase m-ZrO2 foi calculado por região. A análise estatística foi realizada por análise de variância de duas vias e teste de Tukey (a = 0,05). Resultados: A fase m-ZrO2 foi detectada em todos os espécimes, com a maior intensidade localizada nas margens da coroa. A DE mostrou o menor conteúdo de% Vm (0- 3,14%), seguido de LW (10,26-12,39%), CR (11,72-13,19%), ZC (11,13-14,10%) e YZ (12,15-14,99%). Não houve diferença estatística significativa entre LW, CR, ZC, YZ por região. Dentro de cada grupo de materiais, foram encontradas diferenças significativas entre margem-pôntico/conector (WD, YZ), conector-margem (CR, ZC) e margem-pôntico (LW). Conclusão: A fase desestabilizante de Y-TZP m-ZrO2 foi identificada em todos os quadros totalmente sinterizados testados, com 0% Vm mais alto localizado nas margens. A extensão em que a presença desta fase pode estar implicada com a degradação de baixa temperatura de zircônia ou porcelana para a ligação de zircônia é desconhecida.