Alterações volumétricas em torno de implantes unitários usando a técnica socket-shield: resultados preliminares de uma série de casos prospectivos


Objetivo: Demonstrar em um estudo de coorte prospectivo que o implante imediato e a provisionalização, em combinação com a técnica socket-shield, resulta- rá em estabilidade de volume da mucosa aderida ao implante inserido.

Materiais e métodos: Pacientes com in- dicação de implante dentário único foram submetidos à aplicação da técnica socket-shield e coroa provisória sobre implante imediato. Uma medida volumétrica não invasiva foi realizada de acordo com o método descrito por Windisch et al. (2007) no início e 12 semanas depois. A influência de potenciais confundidores foi avaliada. Os pacientes avaliaram a satisfação com o tratamento, a precisão do implante, o desconforto intraoperatório, a dor pós-operatória e a capacidade de mastigar alimentos moles e duros usando escalas analógicas visuais.

Resultados: Quinze pacientes com ida- de média de 49,2 ± 11,9 anos foram incluídos no estudo. Todos os locais de implante mostraram cicatrização sem intercorrências e não foram observadas exposições ao remanescente radicular alveolar. A alteração do volume de tecido mole avaliada com a alteração da distância média foi <0,5mm em todos os casos (-0,07 ± 0,16; variação de -0,37 a +0,32). Uma pequena, mas significativa influência da largura da tábua óssea vestibular na alteração do volume de tecido mole foi observada (b = 0,25; P = 0,037). Nenhuma influência foi encontrada para a altura do osso apical, largura do tecido gengival, recessão vestibular ou profundidade de sondagem. Os pacientes estavam muito satisfeitos com o tratamento, bem como com a dor e os resultados funcionais.

Conclusões: Com base em dados preliminares, a preservação de um segmento radicular vestibular em conjunto com a colocação imediata do implante e a provisionalização, podem minimizar as alterações do contorno vestibular após a extração dentária a curto prazo.