Comparação da resistência à fratura e caracterização de fratura de coroas totalmente cerâmicas de duas camadas de zircônia/fluorapatita e monolíticas de dissilicato de lítio


Objetivo: Comparar a resistência à fratura entre coroas injetadas de duas camadas de zircônia/fluorapatita e monolíticas de dissilicato de lítio e caracterizar o modo de falha da fratura.

Materiais e métodos: Trinta amostras de coroa foram sequencialmente adaptadas em uma réplica metálica de um primeiro molar inferior direito feita a partir de um molar de marfim preparado. Os espécimes de coroa foram divididos em três grupos (A, B e C; n=10 para cada grupo). O Grupo A consistiu em coroas de duas camadas de zircônia/fluorapatita sobreinjetadas com um formato de coping padrão (0,7 mm de espessura uniforme), o Grupo B de coroas de duas camadas de zircônia/fluorapatita com copings com formato anatômico e o Grupo C de coroas monolíticas de dissilicato de lítio. As amostras foram então submetidas a cargas dinâmicas em meio aquoso por 100.000 ciclos com um perfil de carga máxima de 250 N a uma taxa de 1.000 N/s e uma frequência de 2,0 Hz. A carga foi aplicada com uma esfera de aço (5 mm de diâmetro) que deveria entrar em contato com a coroa testada e pressionar até a carga máxima, mantendo por 0,2 s, aliviando a carga e levantando 0,5 mm.

As amostras foram então fraturadas sob carga estática para determinar a resistência final da coroa. A análise dos valores de carga no momento da fratura foi feita com análise de variância de um fator (ANOVA) seguida de teste de Tukey. Os espécimes fraturados foram examinados em estereomicroscópio e microscopia eletrônica de varredura.

Resultados: As cargas na fratura mensuradas foram (N, médias e desvios padrões): Grupo A: 561,87 (72,63), Grupo B: 1.014,16 (70,18) e Grupo C: 1.360,63 (77,95). Todas as médias apresentaram diferença estatística significativa (P < 0,001). Fraturas catastróficas ocorreram no Grupo C, quando apenas fraturas da cerâmica de cobertura foram observadas nos Grupos A e B.

Conclusão: Neste estudo, as coroas monolíticas de dissilicato de lítio injetadas apresentaram maior resistência à fratura que as coroas de zircônia/fluorapatita sobreinjetadas. Nos grupos de duas camadas, o desenho de coping anatômico de zircônia resultou em maior resistência à fratura da cerâmica.