Conceitos e procedimentos baseados em evidência para inlays e onlays adesivas. Parte II: diretrizes para o preparo cavitário e confecção da restauração


A segunda parte dessa série de artigos apresenta uma atualização baseada em evidências de protocolos clínicos e procedimentos para o preparo cavitário e a seleção de restaurações inlays e onlays adesivas. Mais do que nunca, a conservação de tecidos rege os conceitos de preparo, embora algumas dimensões mínimas ainda tenham que ser consideradas para todos os materiais restauradores. Em casos de bruxismo severo ou dentes fragilizados, resinas compostas para CAD/CAM ou cerâmicas vítreas prensadas de dissilicato de lítio para CAD / CAM são muitas vezes recomendadas, embora essa escolha se baseie, principalmente, em poucas pesquisas in vitro devido à falta de evidências clínicas a médio e longo prazo. A decisão de recobrir ou não uma cúspide só pode ser feita após uma análise multifatorial, que inclui as dimensões da cavidade e o estado biomecânico resultante do dente, bem como fatores oclusais e estéticos. O impacto clínico dos conceitos modernos de tratamento que foram descritos no artigo anterior – Adesão Dupla (AD) / Vedamento Imediato da Dentina (VID), Otimização do Preparo Cavitário (OPC) e Reposicionamento das Margens Cervicais (RMC) – são descritos detalhadamente neste artigo e discutidos à luz da evidência clínica e científica existente para resultados mais simples, mais previsíveis e mais duráveis. Apesar da grande variedade de materiais restauradores (resina composta ou cerâmicas) e técnicas (clássicas ou CAD/CAM), a cavidade para uma restauração indireta deve cumprir cinco critérios objetivos antes da moldagem.